RELATÓRIOS DE ATIVIDADES E CONTAS

 

2016 foi um ano de intensa atividade e em que, depois da profunda reflexão interna ocorrida em 2015, o desenvolvimento e implementação de ferramentas de regulamentação interna e de gestão permitiram uma cada vez mais profunda avaliação dos impactos das respostas sociais da CAIS e a sua melhor adequação às necessidades dos projetos de vida de todos quantos, todos os dias, lutam, com a ajuda das equipas, pelo seu direito à cidadania ativa e uma plena integração na comunidade. Não se esconde que 2016 apresente um resultado financeiro negativo, ainda que sem expressão muito preocupante mas que trará para o exercício de 2017 uma preocupação acrescida no que diz respeito à sustentabilidade da Associação. A verdade é que o contexto social continua especialmente crítico e a CAIS não pode deixar de responder a apelos que nos chegam regularmente, por diversos canais.

Vivemos, efetivamente, tempos difíceis. A pobreza anda é uma realidade preocupante no nosso País e tem novos contornos e a compreensão destes fenómenos não é fácil. A crise afetou uma parte substancial da economia global, tendo reflexos profundos em Portugal, com especial relevância em algumas comunidades locais, traduzindo-se num regresso a uma abordagem marcada pelo assistencialismo e por medidas de emergência social.

É neste contexto que a CAIS tem defendido a acuidade da sua Missão, no sentido de assegurar que, para além das respostas de emergência social que têm naturalmente uma importância particular, se entenda também como crucial o desenvolvimento de estratégias e respostas que assegurem o reforço da capacitação das pessoas marginalizadas e/ou socialmente excluídas com vista à sua autonomia e cidadania ativa, como reforço essencial da componente participativa da democracia e, consequentemente de uma sociedade justa e solidária.

É um desiderato só possível com o desenvolvimento de um trabalho em rede, que defendemos e praticamos, não só por ser uma forma privilegiada de somar forças e energias mas por ser também uma garantia de uma maior eficácia e eficiência nos resultados.

A Direção da CAIS agradece, assim, a todos, e foram tantos, que em 2016 colaboraram com trabalho, tempo, críticas, sugestões, donativos, produtos e serviços, ajudando a Associação no cumprimento da sua Missão, melhorando as suas respostas sociais e o seu envolvimento positivo e ativo na comunidade.

Desde logo, e em primeiro lugar, aos nossos voluntários, educadores e mentores, pelo seu generoso envolvimento e pelo contributo inestimável que dão, no seu acompanhamento próximo e amigo a todos quantos nos procuram e que, com tanto esforço e empenho constroem o seu novo projeto de vida.

Aos Mecenas, empresas e particulares, e aos nossos associados que deram tanto e que connosco têm estado sempre, o nosso profundo agradecimento. As respostas a estes problemas complexos que procuramos ajudar a encontrar e que têm rostos e histórias concretas, só são possíveis com os necessários recursos financeiros, físicos e humanos que todos, com o seu envolvimento, ajudaram a assegurar.

Agradecemos ainda a todos os que connosco estão na enorme rede de parcerias institucionais, nacionais e internacionais, sem esquecer os nossos parceiros nas redes locais e com quem tantas vezes partilhamos experiências, caminhos, alegrias e dificuldades. Acreditamos que na luta contra a pobreza e exclusão social, a intervenção em parceria e integrada e a abordagem territorial, num profundo respeito pela dignidade, interesses e aspirações das pessoas em situação de exclusão social ou risco, são pressupostos essenciais para o sucesso de uma sociedade livre e inclusiva.

Aos nossos utentes deixamos uma palavra de esperança, acreditando, tal como eles, que a vida, apesar de todas as dificuldades, se constrói de forma positiva com a ajuda de todos e que nós continuaremos a estar cá para eles contando, e muito, com eles para o sucesso desse caminho.

Por fim, um agradecimento muito especial a todos os colaboradores e estagiários da equipa CAIS que, mais uma vez, souberam com grande profissionalismo e dedicação, responder individualmente e em equipa aos desafios, assegurando os resultados que a todos orgulham mas sempre com o propósito de uma melhoria contínua no futuro.

A TODOS, sem exceção, o sincero muito obrigado da Direção da Associação CAIS.

 

 

Consulte aqui o Relatório de Actividades e Contas de 2016 da Associação CAIS.

 

O ano de 2015 foi um ano de profunda reflexão interna, com impacto ao nível da reorganização da equipa, de uma alteração dos Estatutos no sentido de uma melhor clarificação da Missão e dos Objetivos da Associação e de uma avaliação, com importantes ajudas externas, dos micro negócios sociais da CAIS.

Consolidado o equilíbrio de exploração, beneficiado pelo grande esforço desenvolvido no exercício de 2014, importava assegurar a manutenção desse caminho e avaliar e reforçar as respostas sociais a um contexto económico e social difícil, muito fragilizado e onde a pobreza, mais do que uma realidade conjuntural ou marginal da sociedade portuguesa, assume características de um problema social estrutural e extenso.

De facto, mais de um quarto da população portuguesa encontra-se em situação de pobreza e/ou exclusão social, onde o desemprego de longa duração assume contornos muito preocupantes.O aumento do desemprego afetou desproporcionalmente a população jovem e as pessoas com níveis de escolaridade mais baixos, correspondendo este último grupo ao perfil de utentes da CAIS.

Segundo os dados da Pordata relativamente ao perfil dos desempregados, 15,3% não têm habilitações ou têm o nível básico obrigatório. O enfoque da estratégia da Europa 20-20 (“criação de mais e melhores empregos”), reforça a linha de atuação estratégica da CAIS no âmbito da empregabilidade. Contudo, a empregabilidade não pode ser a única via para a resolução dos problemas da pobreza e exclusão social, até porque Portugal regista uma das mais altas taxas de trabalhadores pobres da Europa.

A Direção da Associação, prosseguiu assim e reforçou inequivocamente a dinamização do vetor “capacitação e empregabilidade”, através da metodologia do programa CAHO_capacitar hoje. Esta metodologia, assente numa perspetiva multidimensional e integrada, de trabalho em rede e de promoção da cidadania ativa, envolve fortemente os utentes, ostécnicos, as cidadãs e cidadãos, enquanto voluntários, e as empresas, assumindo, assim, o contributo de todos e de cada um na ajuda a quem mais precisa, com vista à sua autonomia e empregabilidade.

A Direção da CAIS agradece, assim, a todos quantos, e foram muitos, os que em 2015, colaboraram com trabalho, tempo, críticas, sugestões, donativos, produtos e serviços, permitindo que a Associação reforçasse claramente a sua capacidade de resposta e envolvimento positivo e ativo na comunidade.

Em primeiro lugar, dirigimos uma palavra especial ao generoso envolvimento dos voluntários, educadores e mentores que, para além da disponibilidade do seu tempo, ofereceram o apoio direto e próximo, o saber e o acompanhamento amigo às cidadãs e cidadãos que todos os dias nos procuram e tantas vezes com tanto esforço, constroem o seu novo projeto de vida com vista à sua autonomia e autoestima, (re)ganhando a sua cidadania.

Aos Mecenas, empresas e particulares, e aos nossos sócios, que deram tanto e que connosco têm estado sempre, o nosso mais profundo agradecimento. A resposta aos problemas complexos que procurámos dar só foi efetivamente possível com os necessários recursos, físicos, humanos e financeiros que todos, com o seu envolvimento, ajudaram a assegurar.

Esta ajuda e sobretudo este envolvimento ativo com esta causa, traduz um gesto solidário que muito nos sensibiliza e nos ajuda a continuar, a melhorar e a procurar ir mais além.

Agradecemos também a todos os que connosco estão na enorme rede de parcerias institucionais, nacionais e internacionais, sem esquecer os parceiros que connosco estão nas redes locais e com quem tantas vezes partilhamos experiências, caminhos, alegrias e dificuldades. Acreditamos que na luta contra a pobreza e exclusão social, a intervenção em parceria e integrada e a abordagem territorial, num profundo respeito pela dignidade, interesses e aspirações das pessoas em situação de exclusão social ou risco, são pressupostos essenciais para o sucesso de uma sociedade mais justa e inclusiva. Aos nossos utentes deixamos uma palavra de esperança, acreditando, tal como eles, que a vida, apesar de todas as dificuldades, se constrói de forma positiva com ajuda de todos e que nós continuaremos a estar cá para eles, contando, e muito, com eles para o sucesso desse caminho.

Por fim, um agradecimento especial aos colaboradores e estagiários da CAIS. Num ano difícil e de profunda reorganização interna, visando uma melhor capacidade de resposta à Missão e Objetivos da Associação, souberam com profissionalismo e dedicação, responder individualmente e em equipa aos desafios, assegurando os resultados que a todos orgulham, na certeza e com o propósito de melhorar continuamente no futuro.

A TODOS, sem exceção, o sincero muito obrigado da Direção da Associação CAIS.

Consulte aqui o Relatório de Atividades e Contas de 2015 da Associação CAIS.

 

O ano de 2014 trouxe à Associação CAIS o inquestionável mérito de cumprir 20 anos de vida.

Às festividades e honras recebidas, foram acrescidas, ainda com maior oportunidade, as devidas reflexões sobre a sua actividade, impacto e futuro.
Foi constituído o “Conselho Consultivo”, ponderada a abrangência da actividade da Associação no âmbito do complexo desafio que é a luta contra a pobreza e a exclusão social, recentrado o foco na Missão da CAIS, actualizado o organigrama e adoptadas medidas de controlo de eficiência e produtividade.Evidências recorrentes exigiam adaptação a um contexto económico e social fragilizados.
Os Relatórios de Actividade e Contas dos últimos 4 anos, incluindoo de 2013, o primeiro dirigido pela maioria dos actuais dirigentes e de pior resultado financeiro, mostraram uma forte tendência de desequilíbrio de exploração.
Em 2014, 27,5% (INE) da população portuguesa atingiu risco de pobreza ou exclusão social, contra 23% em 1995 (Pordata).O foco da Missão da CAIS na “capacitação e empregabilidade” de uma população excluída ou em risco de exclusão social, mantém-se actual e, acreditamos, é um sério e assertivo esforço para inverter, sempre que aplicável,o ciclo do assistencialismo social acrescentando fortes benefícios para uma sociedade mais justa.
A Associação CAIS prosseguiu em 2014 a sua Missão de “promover apoio aos cidadãos marginalizados através da sua promoção como Pessoas com dignidade própria”, conforme se lê no artigo Segundo dos seus Estatutos elaborados há duas décadas atrás. Ainda que os termos tenham naturalmente sido revistos e adequados ao longo dos anos, em particular os que definem a Pessoa alvo, o «cliente» da Associação, a principal actividade então definida, apela à capacitação e regresso a uma actividade produtiva.
Foi por esta visão que os Fundadores da Associação CAIS ergueram esforços e construíram, numa rede ímpar de solidariedade, o que ainda é hoje o mais visível dos micro-negócios sociais: A Revista CAIS.A Direcção que dirigiu no biénio 2013-2014 a Associação, centrou os seus esforços na dinamização do vector “Capacitação e Empregabilidade”, dando continuidade a uma estratégia já em marcha, pelo menos, desde 2011 e que no fundo, vem reforçar a visão de luta contra o assistencialismo indiferenciado e da dignificação do cidadão através do seu próprio potencial de participação, com o regresso à actividade económica, exemplificada pelos Fundadores desta Instituição.A Direcção da CAIS agradece a todos os que em 2014 colaboraram com trabalho, tempo, críticas, sugestões, donativos, produtos e serviços, possibilitando à Associação crescer e evoluir, centrada numa visão muito clara e procurando com isso complementar a sua acção com muitas outras, na complexa luta contra a pobreza e a exclusão social.Em particular, saudamos o generoso envolvimento dos voluntários, educadores e mentores que ofereceram tempo, envolvimento humano e uma face amiga aos cidadãos que nos procuraram, em ambos os Centros CAIS, localizados respectivamente em Lisboa e no Porto.Aos Mecenas, empresas e particulares, muitos anónimos e tantos que deram tanto e se desculparam de não poderem dar mais, o nosso profundo agradecimento. Na realidade, uma Associação com um legado e obrigações sociais tão exigentes, só pode ter sucesso se tiver os meios humanos e financeiros suficientes. Mas para além desta evidência, o gesto da pessoa que dá, por pequeno que seja, reforça e propaga uma cumplicidade solidária que a todos nos toca e nos ajuda a ir sempre mais além.Também uma palavra de enorme apreço e gratidão dirigida à rede de parceiros institucionais com que a CAIS trabalha nos mais diversos quadrantes, nacionais e estrangeiros. Acreditamos no enorme potencial de desenvolvimento de sinergias entre instituições que lutam todas por uma sociedade mais justa. E assim continuaremos a esforçar-nos por melhorar a eficiência e eficácia deste princípio.Finalmente, um agradecimento muito especial aos colaboradores e estagiários da Associação. Aos que partiram e aos que chegaram, aos que já confundemas paredes da CAIS como suas, aos que encontram nelas o espaço para crescerem. O ano de 2014 não foi por ventura dos mais fáceis, mas foi graças aos seus recursos humanos e à capacidade individual de cooperação que muitos obstáculos foram ultrapassados.

A todos, sem excepção, muito obrigado em nome da Direcção da Associação CAIS.

Consulte aqui o Relatório de Actividades e Contas de 2014 da Associação CAIS.